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Guia COMPLETO de APQP – Advanced Product Quality Planning

Banner Azul com a seguinte frase escrita em verde claro: "APQP: o Efeito Dominó ao desenvolver produtos e serviços" Observação: APQP refere-se a Advanced Product Quality Planning
Ferramentas da Qualidade

Guia COMPLETO de APQP – Advanced Product Quality Planning

Geralmente, o APQP está mais ligado a indústria automotiva. Entretanto, convenhamos, todo profissional que já desenvolveu produtos e serviços conhece sua importância. Caso você não esteja familiarizado com nenhum desses exemplos, calma, é fácil entender o quão útil essa ferramenta pode ser.

Imagine, por exemplo, que você precisa criar um produto novo. Ele precisa ser desenhado para resolver o problema do seu cliente e, é claro, ser fabricado em larga escala da forma que for projetado. Ou seja, não estamos falando apenas de imaginar um produto, mas de criar TODO um sistema de produção em volta dele. Assim, precisaremos responder perguntas como:

  • Quais características esse produto precisa ter?
  • Qual será o fluxo de processo para ele ser produzido?
  • Quais são os riscos que podem afetar sua conformidade?
  • Quais máquinas, ferramentas, matérias-primas e insumos serão necessários?
  • Quais serão os custos e quanto poderemos cobrar por esse produto?
  • Entre outras diversas dúvidas!

O APQP nos ajuda a responder essas e muitas outras perguntas cruciais no desenvolvimento de produtos e serviços. Assim como, se bem executado, ele nos mostra a viabilidade deles, pensando tanto no projeto quanto na cadeia produtiva. Por esses e outros motivos, o APQP transcendeu a indústria automotiva e, hoje, é utilizado em todos os setores!

Então, se você quer aprender essa técnica, chegou ao lugar certo! No nosso super artigo de hoje, vamos aprender o que é APQP e sua história, quais suas etapas e como utilizá-lo. Então, pegue um café e vamos lá!

Breve história do APQP e a Big Three

Antes de nos aprofundarmos na ferramenta, vamos entender de onde ela veio. A primeira aparição da metodologia ocorreu já na década de 80.

Na época, a Big Three do mercado automotivo (Ford, General Motors e Chrysler) começava a sentir a pressão da Qualidade japonesa. Assim, a ferramenta começou a ser desenvolvida com o intuito de ajudar essas empresas a combater a concorrência. Juntas, essas empresas criaram uma comissão de especialistas e é daí que surgem as raízes do APQP. 

De início, o que surgiu foi o Advanced Quality Planning (AQP), uma ferramenta que começou a ser utilizada pela Ford. Ao longo do tempo, ela se espalhou e recebeu melhorias pelas organizações que a implementaram. Porém, principalmente dentro das Big Three.

Mais tarde, em 1994, as montadoras americanas unificaram os requisitos do então APQ em um manual oficial. Nessa época também, ainda fruto dos esforços da General Motors, Chrysler e Ford, surgiu o Sistema QS-9000, que também exigia a aplicação do agora renomeado APQP (e outras ferramentas). Isso trouxe ainda mais popularidade e força ao método.

A partir daqui, o APQP surge tal qual o conhecemos e ganha ainda mais força no cenário mundial. Agora, além da indústria automotiva, diversas outras áreas começam a utilizá-lo, como indústrias da linha branca. Assim, a ferramenta acabou se tornando um símbolo de Planejamento da Qualidade!

O que é APQP – Advanced Product Quality Planning

Antes de mais nada, APQP é a sigla para Advance Product Quality Planning ou, em português, Planejamento Avançado da Qualidade do Produto. O APQP é uma metodologia estruturada para que as empresas possam planejar e produzir produtos ou serviços que realmente atendam à Qualidade esperada pelos clientes.

Ele não só facilita a comunicação entre clientes e fornecedores, como ajuda a garantir a viabilidade do que projetamos. Para isso, a ferramenta possui 5 etapas que perpassam todas as atividades relevantes do desenvolvimento. O APQP ajuda a reduzir falhas, reduz custos e possibilita uma produção mais limpa, enxuta e assertiva.

Pode-se dizer que a metodologia é especialmente útil em indústrias que lidam com muitas matérias-primas e componentes. No entanto, o APQP tem sido exaustivamente aplicado e adaptado para os mais diversos setores.

Benefícios de aplicar o APQP – Advanced Product Quality Planning

O APQP traz inúmeros benefícios, possibilitando mais clareza e organização ao desenvolvimento de novos produtos ou serviços. Além disso, por ser conceitualmente simples, é possível aplicá-lo e adaptá-lo às necessidades de cada empresa.

Mesmo que ele possua muitos benefícios, é possível resumir suas vantagens em 3 frentes:

  1. Alinhar projeto e necessidades e expectativas do cliente: o APQP garante que o desenvolvimento do produto seja orientado para satisfazer as expectativas do cliente. Isso faz dele uma poderosa ferramenta de conformidade;
  2. Identificação precoce de problemas: a ferramenta facilita a identificação de possíveis problemas, a existência de riscos e a necessidade de eventuais mudanças no projeto antes de entrega final e montagem do processo produtivo. Isso ajuda a evitar retrabalho, desperdício e custos adicionais;
  3. Entrega de produtos de alta qualidade, e dentro do prazo: a metodologia ajuda a assegurar a entrega de produtos com qualidade elevada, bem como dentro do prazo estipulado com nossos clientes.

Ao focar nestes três aspectos, conseguimos planejar um produto, e um processo, que elimina grande parte dos problemas existentes em novos empreendimentos. Isso acontece porque muitas empresas estão acostumadas a “prometer primeiro”, e depois ver o que acontece! Com o APQP, antecipamos fatores como os componentes que precisaremos, quais máquinas serão necessárias, quais conhecimentos precisaremos, e por aí vai!

As 5 fases do Planejamento Avançado da Qualidade do Produto (APQP)

O APQP possui 5 fases macro nas quais se organizam todas as atividades de planejamento. Aliás, muitos profissionais dizem que ele se baseia fortemente no PDCA, o que faz certo sentido.

Além disso, cada uma dessas etapas pode ser adaptada, contendo mais ou menos sub-etapas, atividades ou controles. Entretanto, as fases padrão são as que vou descrever abaixo. Bora ver!

1. Planejamento e definição do programa

Nesta primeira etapa, buscamos entender o projeto e o que as partes interessadas esperam dele. Assim, é aqui que mapearemos as necessidades e expectativas do cliente em relação ao produto (ou serviço) final. É preciso identificá-las claramente identificadas, bem como entender se estão alinhadas com os objetivos do projeto.

Neste momento, portanto, analisaremos pesquisas de mercado, pesquisas com os clientes alvo, documentos, expectativas e características críticas para entregar o que queremos. Além disso, buscaremos entender quais são os riscos envolvidos no projeto e o que pode afetar nossa entrega. Outra definição importante são os requisitos do produto e o estabelecimento de metas claras.

Em resumo, podemos dizer que essa etapa corresponde a uma grande coleta e análise de dados. Assim, esse é um momento crucial do APQP, pois o que fazemos aqui orientará todas as próximas etapas. Se, por exemplo, não compreendermos corretamente o que o cliente busca, nosso produto ou serviço muito provavelmente fracassará.

2. Projeto e desenvolvimento do produto ou serviço

Com todas as informações em mãos, é hora de colocar a mão na massa! Durante esta fase, elaboramos as especificações detalhadas do projeto (produto ou serviço final). Isso inclui a construção de protótipos que serão testados e avaliados para garantir que atendam às expectativas do cliente.

Além disso, aqui, desenvolvemos e ajustamos as características do projeto conforme necessário. Afinal, diversas decisões precisam ser levadas em consideração, garantindo não só a satisfação do cliente como a viabilidade da produção. Assim, algumas saídas são comuns neste momento:

  • desenhos e projetos; 
  • especificações técnicas; 
  • listas de materiais necessários; 
  • protótipos a serem testados; 
  • análises de riscos;
  • testes e ensaios.

Neste momento, ainda não dispendemos de grandes produções, o que evita erros futuros. Assim, o foco aqui é garantir que o produto funcione corretamente antes de entrar em produção. Quaisquer defeitos ou problemas devem ser antecipados, do contrário eles serão replicados em massa futuramente. Isso, meus amigos, pode economizar muita dor de cabeça!

3. Projeto e desenvolvimento do processo

Até agora, estávamos preocupados em entender o cliente e o produto que estamos criando. Entretanto, a partir daqui precisamos conseguir fabricar isso com estabilidade e repetibilidade. Afinal, não adianta ter o melhor produto do universo, mas não conseguir produzi-lo em escala. 

Assim, esta fase envolve o desenvolvimento de um sistema de produção eficiente, garantindo que os processos necessários para fabricar o produto estejam bem definidos e otimizados. Isso ajuda a assegurar a consistência e a qualidade na produção em massa. Neste momento, portanto, começamos a definir fatores como:

  • etapas de processo e fluxos de produção; 
  • procedimentos e instruções de trabalho; 
  • layout fabril; 
  • controles de processo; 
  • máquinas, equipamentos e insumos necessários; 
  • critérios específicos para inspeção (Controle de Qualidade);
  • entre outros.

Aqui, outras ferramentas se ligam à metodologia. Assim, métodos como o FMEA e o famoso PCP (Planejamento e Controle da Produção) são essenciais para entender o sistema de produção e, assim, possibilitar a reprodução do produto ou serviço que criamos! De forma resumida, podemos dizer que as etapas 1 e 2 determinam o quê iremos fazer, já a etapa 3 nos mostra como faremos isso.

4. Validação do Produto e do Processo

Esta é uma das etapas mais cruciais do APQP, pois é aqui que decidimos se o produto (ou serviço) será ou não produzido em larga escala. Assim, nesta etapa, tanto o produto quanto o processo de produção serão validados. O objetivo é entender se:

  • o produto ou serviço atende aos requisitos do cliente; 
  • o processo consegue produzir consistentemente esse produto ou serviço.

Para isso, este é o momento de produzir lotes pilotos, realizar testes finais e medições. Os resultados disso tudo serão rigorosamente avaliados para verificar conformidade com os padrões que pré-estabelecemos.

Se tudo estiver conforme, seguimos para a produção e venda, ou seja, vamos para o mercado! Caso algo não esteja conforme, identificamos problemas, defeitos ou riscos, e voltamos a planejar para evitar que isso seja posto em operação. A ideia é evitar, por exemplo, pequenos erros que podem custar milhões em uma produção de larga escala.

É nesta etapa, por exemplo, que costumamos usar o PPAP (Production Part Approval Process). O PPAP (em português, Processo de Aprovação de Peças de Produção) é uma metodologia muito usada para assegurar que um fornecedor consegue produzir e entregar itens de forma padronizada, atendendo às especificações e requisitos de qualidade do cliente. Afinal, se um fornecedor não puder entregar as matérias-primas, como fabricaremos o produto?

Acredito que o mais importante é entender que riscos e erros que não forem mapeados nesta fase irão para a produção. Lá, eles podem aumentar os custos, reduzir a produtividade ou até mesmo prejudicar a satisfação do cliente.

5. Retroalimentação, avaliação e ações corretivas

Mesmo com tanto planejamento, é possível que alguns fatores não saiam exatamente como planejamos, então precisamos monitorar a produção e consertar possíveis problemas. 

Esta fase é focada, portanto, na melhoria contínua e na satisfação do cliente pós-produção em escala. Aqui, faremos a famosa análise de feedback e a implementação de ações corretivas que garantam que quaisquer problemas identificados sejam resolvidos. Bem como, que o processo esteja em constante aprimoramento!

Assim, depois de tudo aprovado e de darmos início à produção, avaliaremos fatores como:

  • desempenho dos processos;
  • falhas encontradas;
  • reclamações de clientes;
  • resultados dos indicadores; 
  • desperdícios e retrabalho identificados; 
  • lead time e eficiência geral do processo;
  • entre outras métricas.

As informações obtidas (e sua análise) irão dar início ao processo de melhoria contínua. Aqui, o APQP se conectará fortemente com análises de causa, ações corretivas e lições aprendidas. Afinal, é impossível criar um processo perfeito “logo de cara”, o que fazemos com o APQP é reduzir ao máximo seus erros.

A partir da primeira produção e das primeiras entregas ao cliente, nossa missão será buscar continuamente a excelência!

Como aplicar o APQP na prática?

O Planejamento Avançado da Qualidade do Produto é uma ferramenta extensa, mas relativamente simples. E não há um único modo de aplicá-la. Entretanto, algumas boas práticas podem ser úteis.

A primeira dela é realmente respeitar as etapas, organizando TODO O DESENVOLVIMENTO em torno delas. Afinal, o APQP funciona como uma espécie de roteiro estruturado. Ele ajuda a transformar os requisitos do cliente em um produto (ou serviço) conforme e consistente. É claro que podemos coletar ideias e sugestões para as próximas etapas, mas elas devem ser executadas no tempo certo! Assim, seguir as etapas sem tentar antecipar as coisas já resolve muita coisa. 

Isso também nos leva a outra questão: o treinamento. O Planejamento Avançado da Qualidade do Produto é relativamente simples, então não será preciso fazer capacitações exaustivas, mas treine as pessoas envolvidas no projeto de desenvolvimento do seu produto. Cada integrante da equipe precisa entender bem a metodologia, sabendo em que etapa está e o que virá pela frente.

Outro fator fundamental é o registro de informações! Desenvolver um produto ou serviço é um projeto longo e reflexivo e precisará, portanto, de muita consulta ao que já fizemos e aprendemos. Portanto, tudo que for executado precisa estar devidamente registrado, catalogado e disponível para quem precisar quando precisar.

Por fim, tenho uma dica um pouco mais relevante, obrigatória! Então vou levar isso para um capítulo à parte. Bora ver!

A importância das ferramentas complementares

Além disso, é importante utilizar ferramentas que complementem o APQP. Isso porque a técnica é um formato de organização macro, ou seja, ela não dará conta de fatores menores. Assim, a cada etapa, adicione ferramentas que ajudem a cumprir as necessidades do seu desenvolvimento, por exemplo:

  • Na Etapa 1, você pode usar:
    • Voz do Cliente (VOC);
    • Pesquisa de mercado;
    • Análise SWOT;
    • Matriz de riscos;
    • QFD (Desdobramento da Função Qualidade);
    • Cronograma de projeto (Gantt).
  • Na Etapa 2, você pode usar:
    • DFMEA (FMEA de Projeto);
    • Análise de tolerâncias;
    • Simulações e prototipagem;
    • Revisões de projeto;
    • Benchmarking;
    • Testes de desempenho e confiabilidade.
  • Na Etapa 3, você pode usar:
    • Fluxograma de processo;
    • PFMEA (FMEA de Processo);
    • Plano de Controle;
    • Instruções de trabalho;
    • Layout produtivo;
    • Estudos de viabilidade do processo.
  • Na Etapa 4, você pode usar:
    • PPAP (Processo de Aprovação de Peças de Produção);
    • MSA (Análise dos Sistemas de Medição);
    • CEP (Controle Estatístico do Processo);
    • Estudos de capabilidade (Cp e Cpk);
    • Produção piloto;
    • Testes dimensionais, funcionais e laboratoriais.
  • Na Etapa 5, você pode usar:
    • Indicadores de desempenho (KPIs);
    • Auditorias de processo e produto;
    • Tratamento de não conformidades; 
    • MASP;
    • PDCA;
    • 8D;
    • Análise de reclamações de clientes;
    • Lições aprendidas.

Esses são apenas alguns exemplos, você pode personalizar a ferramenta de acordo com seus conhecimentos, projetos ou contexto. O importante é embasar bem o uso do APQP e torná-lo mais consistente por meio de ferramentas auxiliares! Feshow?

Aplicando o APQP com segurança e praticidade

Mesmo que seja tentador, não pule etapas, pois o APQP é uma fileira de dominós, cada peça é uma parte do desenvolvimento! O produto só terá sucesso se a última peça da fileira cair! E o 8Quali pode te ajudar nesta jornada! Vejamos como podemos melhorar cada uma das etapas:

  • 1 Planejamento: você conta com um módulo completo de Gestão de Documentos! Assim, tudo que você coletar estará salvo, protegido e disponível para quem precisar acessar as informações;
  • 2 Desenvolvimento do produto/serviço: com nosso módulo de Planos de Ação, você consegue criar um projeto mensurável e fácil de monitorar. Conseguirá definir responsáveis, determinar prazos e reter informações importantes para o desenvolvimento;
  • 3 Desenvolvimento do processo: você pode contar com nosso Mapa de Processos! Dessa forma, você já registra tudo que for necessário, ficando com o mapeamento pronto para auditorias e para conseguir insights de melhoria contínua;
  • 4 Durante a validação: você poderá gerenciar os riscos mais facilmente, assim como poderá tratar possíveis não conformidades diretamente no software. Isso não só melhora os resultados, como também armazena evidências em caso de auditorias;
  • 5 Retroalimentação: seja abrindo não conformidades, gerenciando riscos ou alterando procedimentos diretamente no software, tudo é fácil, intuitivo e prático. Além de poder contar com o apoio de módulos como os de Gestão de Competências, Fornecedores e até mesmo o mapa estratégico!

Esse é apenas um resumo de tudo que podemos fazer para te ajudar a desenvolver produtos (ou serviços) incríveis. Então, clique no botão e vamos juntos!

CONVERSE COM UM ESPECIALISTA

Não retire peças do “efeito dominó”

Sabe quando a gente está com pressa e, por isso, vai fazendo tudo meio “embolado”? Precisamos entregar, então damos um jeito!

Imagem de uma fileira de dominós representando o APQP. Cada dominó é uma etapa da ferramenta e a última é o produto de sucesso, resultado do Advance Product Quality Planning (Planejamento Avançado da Qualidade do Produto).

Tentamos adivinhar o que o cliente precisa, cotamos os preços meio por cima, montamos um processo meia boca, e por aí vai. No final, “alguma coisa sai”, afinal nos esforçamos. E não se engane, às vezes funciona: o produto dá certo e o processo consegue replicá-lo. O problema é que:

  • Às vezes dá certo, mas às vezes NÃO… e isso é caro;
  • O processo sempre tem muitos ERROS, e isso é caro!

Assim, todo o problema, prejuízo e dor de cabeça podem fazer um produto promissor nem sair do papel. Ou então, sair e ser mais danoso do que benéfico para a empresa e para suas partes interessadas.

Isso tudo sem contar com aquela velha história do “o que nasce torto, torto morre”. Ou seja, aquilo que era para ser uma grande inovação, nasce desacreditado. Assim, os colaboradores não se engajam no novo produto ou serviço. Então, além de “a coisa” nascer problemática, as pessoas ainda não a melhoram.

E é por isso que o APQP é tão importante! Ele não só ajuda a melhorar a qualidade dos produtos e a eficiência dos processos, mas também promove uma cultura de melhoria contínua dentro da organização, garantindo que os clientes estejam sempre satisfeitos com os resultados. O APQP não é, portanto, apenas uma forma de desenvolver algo, mas o jeito certo de começar algo próspero, lucrativo e sustentável!

Perguntas Frequentes sobre APQP (Advanced Product Quality Planning) – FAQ

  1. O que é APQP?

APQP (Advanced Product Quality Planning) é uma metodologia estruturada que ajuda empresas a planejar, desenvolver e lançar produtos ou serviços com qualidade, reduzindo riscos e aumentando as chances de sucesso. Seu objetivo é garantir que os requisitos dos clientes sejam atendidos desde o início do projeto.

  1. O APQP é utilizado apenas na indústria automotiva?

Não. Embora tenha surgido na indústria automotiva, o APQP pode ser aplicado em praticamente qualquer segmento que desenvolva produtos ou serviços, incluindo indústrias de manufatura, tecnologia, saúde, alimentos e prestação de serviços.

  1. O que significa a sigla APQP?

APQP significa Advanced Product Quality Planning, que pode ser traduzido como Planejamento Avançado da Qualidade do Produto.

  1. Quais são as cinco fases do APQP?

As cinco fases do APQP são:

  1. Planejamento e definição do programa;
  2. Projeto e desenvolvimento do produto ou serviço;
  3. Projeto e desenvolvimento do processo;
  4. Validação do produto e do processo;
  5. Retroalimentação, avaliação e ações corretivas.
  1. O APQP pode ser aplicado em serviços?

Sim. Apesar de ser amplamente utilizado para desenvolvimento de produtos físicos, seus princípios podem ser adaptados para a criação e melhoria de serviços, processos administrativos e soluções digitais.

  1. Qual a diferença entre APQP e PPAP?

O APQP é uma metodologia completa de planejamento e desenvolvimento. Já o PPAP (Processo de Aprovação de Peças de Produção) é uma ferramenta utilizada principalmente na fase de validação para demonstrar que um produto e seu processo produtivo conseguem atender consistentemente aos requisitos especificados.

  1. Quais ferramentas podem complementar o APQP?

Algumas ferramentas frequentemente utilizadas são:

  • VOC (Voz do Cliente);
  • QFD;
  • SWOT;
  • FMEA;
  • Plano de Controle;
  • CEP;
  • MSA;
  • PPAP;
  • MASP;
  • PDCA;
  • 8D;
  • E outras;
  1. O APQP ajuda a reduzir custos?

Sim. Ao identificar riscos, falhas e problemas ainda nas fases iniciais do projeto, o APQP reduz retrabalho, desperdícios, atrasos e custos relacionados a correções tardias.

  1. Empresas pequenas podem utilizar o APQP?

Sim. O método pode ser adaptado para empresas de qualquer porte. Organizações menores costumam simplificar algumas etapas, mas continuam se beneficiando da estrutura e da organização proporcionadas pela metodologia.

  1. É necessário documentar as atividades do APQP?

Sim. O registro das informações é fundamental para garantir rastreabilidade, facilitar consultas futuras, apoiar auditorias e preservar o conhecimento gerado durante o desenvolvimento.

  1. O APQP substitui outras metodologias de Gestão da Qualidade?

Não. O APQP funciona melhor quando integrado a outras ferramentas e metodologias da qualidade. Ele atua como uma estrutura de planejamento que organiza o desenvolvimento e conecta diversas práticas de gestão.

  1. Como começar a aplicar o APQP na prática?

O primeiro passo é estruturar o desenvolvimento do produto ou serviço em torno das cinco fases da metodologia. Em seguida, é importante capacitar a equipe envolvida, documentar todas as informações relevantes e utilizar ferramentas complementares adequadas para cada etapa do projeto.

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