ISO 22716: garantindo Boas Práticas de Fabricação (BPF) para cosméticos
ISO 22716: garantindo Boas Práticas de Fabricação (BPF) para cosméticos
Antes de tudo, precisamos compreender que a ISO 22716 não é apenas um conjunto de regras, um documento burocrático cheio de abstrações. Na verdade, ela é uma referência internacionalmente reconhecida, prática e específica para Boas Práticas de Fabricação (BPF) no setor de cosméticos!
E se você é da área, sabe que o mercado de cosméticos, graças a Deus!, exige cada vez mais controle sobre qualidade, segurança e consistência dos produtos. Aquela realidade em que as consumidoras procuravam maquiagens “em qualquer barraquinha de camelô” está cada vez mais distante.
Agora, não basta mais ter um produto final “adequado”. Mais do que nunca, precisamos controlar o processo de fabricação, garantindo o fator “estético”, mas sendo duplamente fortes quando o assunto é higiene, segurança e saúde do cliente. É justamente nesse contexto que as BPF para Cosméticos se tornam vitais, assim como a ISO 22716 se torna uma ferramenta formidável!
Por isso, hoje, vamos conhecer essa norma e entender como ela pode ajudar a comprovar boas práticas na indústria cosmética! Até o fim deste artigo, você vai descobrir que a norma pode ser tanto uma orientadora quanto uma forma de atestar Qualidade! Então, fica comigo! 🤘🏻😁
O que é a ISO 22716 – Boas Práticas de Fabricação (BPF) para Cosméticos
De forma técnica, a ISO 22716 é uma norma publicada em 2007 pela International Organization for Standardization (ISO). Além disso, ela versa sobre Boas Práticas de Fabricação especificamente na indústria cosmética.
Até aqui, nada de novo, eu sei, mas ao ler a descrição da norma na própria página da ISO, já compreendemos que ela vai muito além da mera burocracia. Na página, encontramos que a ISO 22716 “fornece diretrizes para a produção, controle, armazenamento e expedição de produtos cosméticos”. Ou seja, a norma tem um foco muito claro: garantir a Qualidade interna da produção!
Assim, ao implementá-la corretamente, atuamos diretamente para estabelecer diretrizes de fabricação, promover condições adequadas aos processos produtivos e, é claro, controlar riscos que possam afetar a qualidade dos cosméticos. Para isso, iremos trabalhar fatores como as instalações da empresa, os equipamentos que usamos, as matérias-primas adquiridas, a competência dos colaboradores e muito mais!
Como a ISO 22716 contribui nas BPF para Cosméticos?
Antes de tudo, vale dizer: não dá para apresentar TODOS os benefícios da ISO 22716 (muito menos das BPF para Cosméticos) em um único texto! Afinal, a norma não só ajuda a organizar processos, como foca em Melhoria Contínua, algo que tende a trazer avanços enormes no médio e longo prazos. Entretanto, podemos resumir o que sua correta implementação pode fazer por nossas empresas:
- Padronização: a ISO 22716 nos orienta a estabelecer métodos padronizados para as atividades de fabricação, reduzindo variações e ajudando a garantir maior consistência nos processos e produtos;
- Procedimentos e Instruções de Trabalho: a norma apoia a definição de procedimentos e instruções claras para orientar a execução do trabalho, garantindo que nossos colaboradores saibam como realizar cada atividade de forma controlada;
- Controle das etapas produtivas: a ISO 22716 estabelece princípios para que as diferentes etapas da fabricação sejam planejadas, acompanhadas e controladas, permitindo que identifiquemos e tratemos possíveis desvios;
- Identificação correta de materiais e produtos: a norma reforça a importância da identificação adequada de matérias-primas, materiais de embalagem e produtos diversos, contribuindo para evitar trocas, misturas e utilização indevida;
- Prevenção de erros: por meio do controle das instalações, equipamentos, materiais, higiene e processos, a ISO 22716 nos fornece diretrizes para reduzir os riscos de erros operacionais, misturas e contaminações que possam comprometer a qualidade dos cosméticos;
- Registros das operações: a norma valoriza muito a retenção e manutenção de registros das atividades realizadas. Assim, criam-se evidências de que os processos foram executados conforme estabelecido, contribuindo para a rastreabilidade operacional.
Papel da ISO 22716 na comprovação das BPF (ou Como a Norma pode Ajudar nas Auditorias da Anvisa! 😅)
Eu sei que as auditorias são um momento sensível e trazem tensão (até certo medo), mas a ISO 22716 pode nos ajudar muito nesse momento. Por meio dela, as BPF para Cosméticos podem ser verificadas periodicamente e, assim, podemos avaliar se estamos realmente cumprindo as diretrizes necessárias.
Além disso, os resultados dessas verificações (sejam internas ou externas) ajudam a identificar oportunidades de melhoria ou pontos de correção. Ou seja, desde cedo passaremos por avaliações, correções e eliminação de erros. Isso antes mesmo da auditoria Anvisa, o que é crucial, visto que a Anvisa tem caráter legal e fiscalizatório.
Além disso, a ISO 22716 determina que as BPF para Cosméticos passem por um rigoroso registro de atividades. Ou seja, fatores como produção, limpeza, manutenção, controles e outras atividades devem acontecer e, mais que isso, devem gerar evidências do que efetivamente executamos! Isso significa ir além do “nós fazemos” e apresentar evidências concretas.
Outro fator importante diz respeito a Rastreabilidade e Controle de Equipamentos e Instalações. A norma orienta a identificação e o registro de materiais, produtos e operações, algo que permite reconstruir o histórico de um lote ou produto. Assim, em caso de desvio ou investigação, conseguimos identificar informações relevantes sobre o processo. Algo precioso não só para demonstrar Qualidade e conformidade, mas também caso precisemos comprovar algo judicialmente.
Por fim, mesmo que algo dê errado (saia do padrão estabelecido) teremos registros do tratamento do desvio. Isso não só demonstrará que identificamos o problema, como também que possuímos processos para avaliá-lo e tomar as medidas necessárias.
Assinatura eletrônica: mais rastreabilidade para os documentos
A ISO 22716 determina que nossas organizações controlem a aprovação, as revisões e as alterações dos documentos. Algo comum e importante para a padronização e manutenção da Qualidade.
A norma não exige assinatura eletrônica, mas isso pode ser uma forma prática de atender a esses controles, registrando quem aprovou o documento e quando a aprovação aconteceu. Afinal, o jeito tradicional de aprovar documentos pode trazer riscos extras aos processos, tais como rubricas, assinaturas, canetas e arquivos físicos, armazenamento e etc. Já no ambiente digital, esse controle pode ser muito mais rápido, simples e rastreável.
Com o 8Quali, você pode realizar esse processo digitalmente, mantendo as informações de aprovação e o histórico dos documentos organizados em um único ambiente. Assim, em vez de depender de impressão, assinatura manual, digitalização e arquivos físicos; a aprovação dos documentos pode acontecer de forma eletrônica, com registro de quem aprovou, quando aprovou e qual documento foi aprovado.
Ou seja: menos papel, menos demora, mais rastreabilidade e mais controle sobre a documentação do seu SGQ.
Dessa forma, com o 8Quali, esse processo acontece de forma centralizada e rastreável, facilitando o controle das aprovações e tornando a gestão dos documentos mais ágil. Então, se as BPF precisam de evidências, por que não tornar a geração dessas evidências mais simples? Clique no botão abaixo e venha descobrir como podemos ajudar sua empresa a se organizar e ser assertiva nas auditorias:
BPF para Cosméticos NÃO termina no papel!
Curiosamente, para mim, a Qualidade e as BPF para Cosméticos são muito similares ao produto que este setor entrega. Estranho? Calma, eu explico!
Pense comigo, a ISO 22716 (leia-se também Qualidade ou Boas Práticas de Fabricação) vai muito além de um conjunto de documentos ou procedimentos que precisamos manter organizados para uma eventual auditoria. Ou seja, ela oferece uma referência estruturada para colocar as Boas Práticas de Fabricação em funcionamento no dia a dia da indústria cosmética.
Isso, por sua vez, significa trabalhar com processos padronizados, pessoas preparadas, materiais e equipamentos controlados, instalações adequadas, registros confiáveis e, principalmente, mecanismos capazes de identificar e tratar desvios. Nós até podemos apenas escrever em um papel: “Nossa Empresa Faz Tudo Isso!”, mas na hora da auditoria a coisa pega…
Com os cosméticos, é a mesma coisa! Podemos criar um lindo slogan de vendas: “Qualidade Acima de Tudo!”, mas na hora do cliente usar… O produto não fixa direito, não entrega o resultado esperado, não rende como deveria ou apresenta uma experiência muito longe da prometida. Isso quando, no pior dos casos, não causa riscos à saúde do cliente!
É aquela velha máxima “o papel aceita tudo”, mas no dia a dia separamos a Verdadeira Qualidade do que é fake, daquilo que não resiste ao dia a dia. Assim, digamos que existem “duas qualidades”: uma Qualidade que realmente ‘embeleza’ a empresa, os processos e os produtos; outra que desmancha com a primeira brisa. Qual das duas sua empresa busca?
Perguntas Frequentes sobre ISO 22716 e BPF para Cosméticos
A ISO 22716 é uma norma internacional que fornece diretrizes para as Boas Práticas de Fabricação (BPF) de produtos cosméticos. Ela aborda aspectos como produção, controle, armazenamento e expedição, além de instalações, equipamentos, matérias-primas, colaboradores e processos.
As Boas Práticas de Fabricação (BPF) para Cosméticos são práticas e controles destinados a garantir que os produtos sejam fabricados de forma adequada, controlada e consistente, considerando aspectos como higiene, segurança, qualidade, instalações, equipamentos, materiais e processos.
A ISO 22716 fornece uma referência estruturada para a aplicação das Boas Práticas de Fabricação na indústria cosmética. A norma orienta diferentes aspectos envolvidos na fabricação, no controle, no armazenamento e na expedição de produtos cosméticos.
A ISO 22716 é uma referência para as Boas Práticas de Fabricação de produtos cosméticos. Já as exigências legais e regulatórias aplicáveis à empresa devem ser avaliadas de acordo com a legislação vigente e os requisitos dos órgãos competentes (Anvisa).
A implementação da ISO 22716 pode contribuir para a padronização dos processos, definição de procedimentos e instruções de trabalho, controle das etapas produtivas, identificação adequada de materiais e produtos, prevenção de erros e manutenção de registros das operações.
A aplicação das diretrizes da ISO 22716 pode ajudar a empresa a manter processos controlados, registros e evidências das atividades realizadas. Além disso, verificações periódicas podem contribuir para identificar e tratar desvios antes de uma auditoria ou fiscalização da Anvisa.
Sim. A norma orienta a identificação e o registro de materiais, produtos e operações, contribuindo para que a empresa consiga reconstruir o histórico de um lote ou produto e reunir informações relevantes em situações de desvio ou investigação.
A norma valoriza o registro das atividades e o controle dos processos. Dessa forma, quando ocorre um desvio, a organização pode registrar o problema, avaliá-lo e tomar as medidas necessárias para seu tratamento, mantendo evidências de como a situação foi conduzida.
Não. Embora possa contribuir para a preparação e demonstração de conformidade em auditorias, a ISO 22716 também pode ser utilizada como referência para colocar as Boas Práticas de Fabricação em funcionamento no dia a dia da indústria cosmética.






