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ISO 9001:2026 – guia geral da norma e PRINCIPAIS MUDANÇAS da nova versão

Banner azul com a seguinte frase escrita em verde claro: "O que realmente mudou na ISO 9001:2026"
ISO 9001:2026

ISO 9001:2026 – guia geral da norma e PRINCIPAIS MUDANÇAS da nova versão

A ISO 9001:2026 é a sexta edição da norma mais utilizada do planeta quando o assunto é a Gestão da Qualidade! Ela é um dos documentos mais importantes da área (se não o mais) e, por isso, muitos profissionais a amam (tipo eu).

E, como acontece a cada revisão, perguntas começam a surgir entre os profissionais da Qualidade: “Afinal, o que mudou dessa vez? Será que teremos grandes transformações? Novos requisitos? Mais documentos? Mais trabalho? A norma vai realmente evoluir ou se tornar burocrática?” Eu sei que tudo isso passa na nossa cabeça!

Calma, respira e pega um cafezinho! A nova edição chegou com novidades importantes, mas estamos longe de uma “revolução” como a que tivemos em 2015. Na verdade, a ISO 9001:2026 aposta muito mais no amadurecimento da Gestão da Qualidade, trazendo esclarecimentos importantes, reforçando conceitos e aprimorando alguns requisitos.

Capa da nova ISO 9001:2026 no site da ISO (International Organization for Standardization)

A capa mostra 2 colaboradores de uma empresa, usando EPIs, consultando a norma.
Capa da nova ISO 9001:2026 no site da ISO (International Organization for Standardization)

Desde sua primeira edição, em 1987, a norma acompanha a evolução das organizações e das práticas de gestão. E essa nova revisão é mais um capítulo dessa história: uma oportunidade de fortalecer aquilo que já construímos e avançar em direção a Sistemas de Gestão da Qualidade cada vez mais eficazes.

Neste artigo, vamos conhecer a ISO 9001:2026, entender suas principais mudanças em relação à edição anterior e descobrir o que realmente muda na prática para nossas empresas e para quem trabalha com Qualidade. Então, bora comigo?

O que é a ISO 9001:2026?

A ISO 9001:2026 é um padrão internacional que apresenta requisitos para estabelecer, implementar, manter e aprimorar continuamente um Sistema de Gestão da Qualidade (nosso querido SGQ). Em palavras menos técnicas, isso significa que ela nos traz boas práticas que levam a um bom SGQ e, assim, ao aumento da satisfação do cliente.

A norma é publicada e revisada pela ISO (Organização Internacional para Padronização ou International Organization for Standardization em inglês), instituição responsável por grande parte da normalização mundial. A ISO 9001 já passou por outras 5 versões e, segundo a página da própria norma no site da ISO:

 “A sexta e atual edição da principal norma mundial de gestão da qualidade baseia-se na estrutura em que mais de um milhão de organizações em todo o mundo confiam” [grifo meu]

O relatório ISO Survey 2025 constatou que existem 1.661,729 certificados ISO 9001 válidos no planeta. Esses números fazem da norma o maior padrão ISO em uso (seguido pela ISO 14001 com 739,390 certificados e pela ISO 45001 com 559,532). Isso mostra não só a importância da norma como sua abrangência e aceitação mundial. 

Ainda de acordo com a ISO, a edição 2026 busca tornar os requisitos da ISO 9001 mais claros e fáceis de aplicar, independentemente do porte ou da maturidade da organização. A revisão também reforça o papel da Liderança e da Cultura da Qualidade, além de dar mais clareza à abordagem de Riscos e Oportunidades.

Benefícios da ISO 9001:2026 e do Sistema de Gestão da Qualidade

A lista de vantagens em se certificar ou basear-se na norma é gigantesca, só ela daria um artigo de 3.000 palavras ou mais. Entretanto, gosto de me basear nas sínteses que a página da norma traz. Nela, a versão anterior trazia 4 benefícios que, na ISO 9001:2026, condensaram-se em 3 benefícios macro: 

  • Confiança do cliente: o principal objetivo da norma é propiciar processos robustos de Controle de Qualidade (Quality Assurance), o que tende a levar ao aumento da confiança e da satisfação dos clientes;
  • Melhoria de processos: a norma também busca propiciar a identificação e a eliminação de ineficiências, reduzir desperdícios, otimizar as operações e promover a tomada de decisões baseada em fatos e dados. Fatores estes que tendem a resultar em economia de custos e melhores resultados para toda empresa;
  • Melhoria Contínua: os dispositivos de monitoramento, controle e investigação incentivados pela ISO 9001 ajudam as organizações a aprimorar processos, produtos e serviços. Assim, é possível que elas se mantenham competitivas e alcancem melhores resultados, principalmente a médio e longo prazos.

Estes três fatores ramificam-se em diversos outros benefícios, tais como fidelização de clientes, redução de retrabalho, aumento de produtividade, prevenção de falhas e por aí vai! Assim como, esses são apenas alguns exemplos de como a ISO 9001:2026 pode contribuir com nossas empresas.

Quando a implementamos de forma viva e orgânica, a norma ajuda a transformar Qualidade em ferramenta estratégica. Algo que impulsiona o desempenho, gera valor para clientes e sustenta o crescimento de qualquer negócio!

Vídeo sobre a ISO 9001:2026 ✳️ atenção à ressalva

Em abril do ano passado, publicamos um vídeo sobre a ISO 9001:2015. Nele, destacamos seu papel fundamental como padrão internacional para Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ), explicamos o que é a ISO 9001, discutimos seus benefícios, a evolução da norma e muito mais!

Apesar de falar da versão anterior, pouco mudou em relação ao que citei neste artigo. A norma ainda é o que é e serve para o que serve! 😁

Assim, ainda vale a pena assisti-lo. Além disso, neste vídeo, eu também falo sobre a revisão que levou à versão atual. Até mesmo antecipei (e acertei) uma das mudanças que vieram para a ISO 9001:2026. Então, clica lá e bora assistir!

História da ISO 9001

A primeira versão da ISO 9001 nasceu em 1987, porém ela não é (nem de longe) nosso primeiro esforço em Gestão da Qualidade. A própria primeira versão, inclusive, tem forte base na norma britânica BS 5750 de 1979. Entretanto, para mim, a Qualidade caminha com a humanidade desde os primórdios.

Um exemplo bem famoso na nossa área está relacionado à Gestão de Riscos, por exemplo. Muita gente cita os homens das cavernas, dizendo que eles estavam a todo o momento “analisando o ambiente” em busca de riscos à sua saúde e sobrevivência. É um pouco clichê? É, mas 100% verdade!

Muito mais tarde, quando começamos a criar pequenas oficinas manufatureiras, começamos também a procurar formas de nos organizar. Ou seja, já aqui criávamos pequenos SGQs rudimentares, capazes de melhorar o trabalho e as entregas.

Já a Qualidade Moderna, tal qual e mais próxima do que conhecemos hoje, surge lá por 1920. Ela é fruto da forte influência da Administração Científica e da Era da Inspeção, conceitos amplamente difundidos por Frederick Winslow Taylor. O grande marco dessa Qualidade, porém, são os estudos de Walter Andrew Shewhart, principalmente por meio do Controle Estatístico de Processo (o famoso CEP).

Conhecendo as versões anteriores da norma

Desde seu nascimento, a norma passou por várias revisões, adequações e melhorias. Assim, hoje, contamos com uma versão fluida, eficaz e muito bem ajustada. Explicar TODAS as mudanças entre edições pode ser um tanto extenso, por isso façamos apenas um overview. Bora ver?

  • 1ª versão — ISO 9001:1987: tinha maior foco em inspeção e Garantia da Qualidade, com requisitos prescritivos e ênfase na conformidade dos produtos;
  • 2ª versão — ISO 9001:1994: reforçou a importância das ações preventivas e esclareceu diversos requisitos, porém mantendo a mesma estrutura anterior;
  • 3ª versão — ISO 9001:2000: Consolidação da abordagem por processos, fortalecimento do foco no cliente e ênfase na Melhoria Contínua.
  • 4ª versão — ISO 9001:2008: além de esclarecer ainda mais requisitos, trouxe ajustes de redação e melhorias de compatibilidade com a ISO 14001 (Sistemas de Gestão Ambiental);
  • 5ª versão — ISO 9001:2015: adotou a Estrutura Harmonizada da ISO (antigo Anexo SL), incorporando o conceito de Contexto Organizacional, das Partes Interessadas e fortalecendo a Mentalidade de Riscos;
  • 6ª e atual versão — ISO 9001:2026: reforça a Cultura da Qualidade e introduz formalmente temas como o Comportamento Ético e da Liderança. Traz também maior clareza no tratamento de Riscos e Oportunidades e em diversos outros requisitos da norma.

Vale lembrar que tivemos também o acréscimo das Mudanças Climáticas na 5ª versão, via emenda (ISO 9001:2015/Amd 1:2024 – Quality management systems). Porém, essa é uma mudança da estrutura geral, não apenas da ISO 9001. Por isso, não a acrescentei na lista acima.

Estrutura e requisitos da ISO 9001:2026

A estrutura geral da norma continua extremamente similar à anterior, pois se baseia na ISO/IEC Harmonized structure (Estrutura Harmonizada). Esse documento orienta a criação e revisão de padrões, garantindo não só que temas chave sejam abordados, como também mais integração entre os sistemas.

Assim, o esqueleto da norma é composto de:

  1. Escopo: tópico que define o propósito da norma e os resultados pretendidos com sua aplicação;
  2. Referência normativa: traz indicações padronizadas de outros documentos, normas ou padrões associados necessários;
  3. Termos e definições: uma espécie de “vocabulário” comum aplicado à norma e à Gestão da Qualidade;
  4. Contexto da organização: introduz a necessidade de entendermos o ambiente interno, externo e partes interessadas;
  5. Liderança: delimita o papel da alta direção, bem como seu compromisso e política da gestão;
  6. Planejamento: trata das ações para riscos, oportunidades e Objetivos da Qualidade;
  7. Apoio: versa sobre a gestão dos recursos, competência, sobre a conscientização, comunicação e sobre a informação documentada;
  8. Operação: requisito responsável pelo planejamento e controle operacional (digamos que “o coração da norma”);
  9. Avaliação de desempenho: foca em estabelecer dispositivos de monitoramento, determinar as auditorias internas e análises críticas;
  10. Melhoria: apresenta aspectos como o tratamento de não conformidades e foca em incentivar a Melhoria Contínua.

Esta é a base comum de todas as normas ISO de Sistemas de Gestão (se revisadas após a criação do Anexo SL, em 2012). Entretanto, na 9001, todos os requisitos recaem e se adequam ao SGQ e suas necessidades específicas.

Principais mudanças da ISO 9001:2026 em relação à versão 2015

Talvez você esteja se perguntando: “Tá bom, Dave, entendi, mas se a norma tem essa estrutura geral, esse template, o que mudou?”. Sua pergunta faz muito sentido, porém houve algumas mudanças, além de um acréscimo interessante.

O primeiro ponto é que algumas partes do texto foram melhoradas, com o objetivo de torná-las mais simples e fáceis de entender. Aqui, porém, não há mudanças profundas. Portanto, vamos “gastar texto” no que realmente mudou. Se ainda não pegou seu cafezinho, busca lá e vem comigo!

Entretanto, já adianto pessoal: estamos longe de uma publicação “polêmica” ou “revolucionária” como a versão 2015. O que também não significa, é claro, que a revisão foi ruim ou desnecessária, longe disso! Acredito fortemente que a 6ª versão veio ao mundo para consolidar e amadurecer a Gestão da Qualidade!

Cabe ressaltar, também, que o tempo nos ajudará a entender melhor as mudanças, principalmente com a vivência prática. Os óculos de cristal e a ação do tempo sempre melhoram nossa compreensão e entendimento de tudo!

Divisão entre ameaças e oportunidades: a mudança mais básica da ISO 9001:2026 

A meu ver, essa é uma das mudanças mais básicas e simples de se adaptar. Afinal, não temos nenhuma mudança grave de conceito, nem mesmo acréscimo ou eliminação de termos. Na versão anterior (2015), a norma já determinou que precisamos gerenciar oportunidades e ameaças, porém fez isso agrupando ambos na Gestão de Riscos.

Agora, temos um requisito específico para cada aspecto, ou seja, traduzindo, temos uma alínea dedicada à Gestão de Ameaças (riscos) e um dedicado à Gestão de Oportunidades. Isso é extremamente bem-vindo, pois na ânsia de evitarmos problemas, sempre acabamos deixando as oportunidades de lado.

Na prática, pouco muda, continuamos com quase os mesmos controles e documentos, porém, agora, com análises e focos mais bem definidos. Assim, se antes fazíamos, por exemplo, um “Levantamento de Riscos”, agora faremos algo como:

  • Levantamento de Ameaças (Riscos);
  • Levantamento de Oportunidades.

Na norma, isso se traduziu em pequenas mudanças no requisito 6.1 e na divisão destes aspectos em 2 outros requisitos. Então, temos 6.1.2 ações para abordar riscos e 6.1.3 Ações para abordar oportunidades. Ambos são extremamente similares, senão ‘iguais’, porém com focos diferentes (um foca em riscos (ameaças) e outro em oportunidades).

P.s.: a norma não usa o termo “ameaça”, utiliza apenas “efeito indesejável” (trocando para “desejável” no caso das oportunidades). Empreguei esse termo apenas por considerá-lo mais didático mesmo.

Melhorias no requisito de Planejamento de Mudanças (6.3)

A Gestão de Mudanças também recebeu um reforço interessante, entretanto também não “mudou nada”. Digo isso porque esse aspecto também estava presente na versão anterior. Entretanto, convenhamos, mesmo após 10 anos de 9001:2015, muita gente ainda não sabia como, efetivamente, gerenciar mudanças.

Agora, com a nova ISO 9001:2026, temos algumas instruções a mais. Primeiro, podemos dizer que a 6ª edição assumiu a lógica do PDCA quando o assunto é a Gestão de Mudanças. Isso já estava implícito, mas agora a norma deixa um pouco mais claro que o gerenciamento está mais próximo do plan-do-check-act.

A norma não cita diretamente nem mesmo obriga a utilização de nenhuma técnica (nem o PDCA), mas acrescentou 3 cláusulas. Elas orientam que as empresas devem considerar:

  • 6.3, e: “a comunicação das mudanças”;
  • 6.3, f: “como a eficácia das mudanças será monitorada e avaliada;”
  • 6.3, g: “como os resultados das mudanças serão analisados criticamente.”

A ISO 9001:2026  também alterou um pouco a cláusula b), orientando que devemos considerar “o impacto potencial” das mudanças sobre a integridade do SGQ. Assim, na prática, temos similaridades com o PDCA:

  • P – planejar a mudança, inclusive no que tange à gestão de riscos e aos potenciais impactos sobre o SGQ;
  • D – executá-la, que é o básico do básico
  • C – monitorar os resultados, avaliando eficácia, monitorando-a e realizando análise crítica;
  • padronizar o que der certo, comunicando as mudanças e seus resultados.

Ou seja: COISA LINDA meus amigos!!! 🤘🏻😎

Reforço na Cultura da Qualidade e aparecimento do Comportamento Ético

A nova ISO 9001:2026 formalizou dois aspectos interessantes: a Cultura da Qualidade e o Comportamento Ético! Na prática, agora, a Alta Direção precisa promover ambos os conceitos, algo que, se bem implementado, tende a fortalecer o SGQ.

As menções a Cultura e Comportamento aparecem em 5.1.1, i; 7.3, e; e 7.1.4. Entre elas, a inclusão em 5.1.1 Liderança é extremamente acertada, pois determina que a direção seja responsável e tenha comprometimento com ambos os fatores.

Além disso, essa mudança também tende a reforçar o alinhamento entre prática e conceito, documentação e execução. Tanto Cultura quanto Comportamento poderão ser mais facilmente auditáveis, afastando, por exemplo, a velha ideia de escrever Y (no procedimento, por exemplo) e fazer X no dia a dia.

Agora, OPINIÃO PESSOAL: aqui, temos alguns pontos interessantes!

Afinal, quem nunca se viu diante de algum debate sobre auditorias fake, certificados “Pra Inglês Ver” ou SGQs meramente burocráticos?

Na prática, essa inclusão não fala sobre isso, mas creio que o tal “Comportamento Ético” vá dar o que falar. Além disso, convenhamos, ambos os aspectos já estavam implícitos na norma, mas o acréscimo formal sempre chacoalha um pouco as coisas.

Além disso, confesso que fico preocupado com como os auditores vão auditar isso… principalmente aqueles “pouco qualificados”. Aqui, as chances de as coisas saírem do controle são, digamos, grandes. Entretanto, a mudança é muito boa e trará, mesmo que no médio prazo, muitas melhorias para nossa área. Mas, confesso (2), estou ansioso para ver isso em prática!

Política da Qualidade Estratégica (choveu no molhado?)

O requisito 5.2 Política da Qualidade recebeu uma cláusula extra determinando que a política “leve em consideração o contexto da organização e apoie o seu direcionamento estratégico”.

Para mim, isso não é uma mudança, apenas um esclarecimento. Afinal, ter uma Política da Qualidade que não apoia a estratégia e está desconectada me parece um pouco sem sentido. Isso para não dizer sem sentido nenhum, haha!

Entretanto, sei que isso pode não estar tão claro na cabeça das pessoas. Assim como, a mudança pode contribuir para trazer uma conexão mais explícita e direta com a estratégia e o que a empresa espera de seus colaboradores.

Revisão e ampliação do Anexo A da ISO 9001:2026

Em volume, digamos que essa foi a maior alteração da revisão. Digo isso porque o Anexo A virou quase uma norma à parte, ele saiu de 4 páginas para incríveis 14 páginas (números do material de estudos que estou utilizando). Mas calma, já eu explico melhor isso! Antes, precisamos entender que esse anexo serve como apoio à implementação da norma.

O Anexo A não traz requisitos, ele apenas apresenta formas de entender e aplicar a norma. Agora, com a chegada da nova ISO 9001:2026, esse anexo ficou mais extenso, mais explicativo e mais exemplificativo. Na prática, isso não altera em nada nossa prática do dia a dia (redundância proposital), mas nos ajuda a tirar dúvidas caso elas surjam.

Se você estiver um pouco mais antenado, vai perceber que essa proposta está bastante de acordo com outra norma: a ISO 9002 Diretrizes para a aplicação da ISO 9001:2015. Então surge a dúvida: por que não acrescentar essas “instruções” na 9002? 🤔

Essa questão foi, inclusive, debatida pelos membros da comissão de revisão, mas não sei ao certo por que eles decidiram manter tudo no Anexo A da 2026. Eu, particularmente, acredito em duas possibilidades: 1º, porque a ISO 9002 é muito pouco usada, sequer conhecida, no mercado; 2º, talvez por ela (9002) não estar revisada ainda.

De qualquer modo, o que realmente importa é que a mudança é bem-vinda, benéfica, e pode trazer mais clareza na aplicação da norma!

Considerações finais do texto, mas iniciais para a ISO 9001:2026

Eu, DAVE, gostei muito da revisão! Às vezes, tenho a impressão de que muitos profissionais por aí gostariam de voltar à versão 87 da normativa. Sabe, parece que não gostam de mudança e melhoria! Entretanto, essa revisão PROVA que não é preciso reinventar a roda para melhorar! Com poucas alterações, a norma:

  • melhorou a gestão de riscos, fazendo com que as empresas olhem com mais atenção para as oportunidades;
  • esclareceu a gestão de mudanças, reforçando conceitos simples e facilmente conhecíveis;
  • reforçou a importância da Cultura, formalizando-a no texto;
  • “introduziu” o Comportamento Ético, algo que vai atuar diretamente para eliminar burocracia e reforçar a Qualidade;
  • trouxe mais instruções e orientações, melhorando o Anexo A;

Isso tudo, fora melhorias de texto (clareza) e esclarecimentos diversos!

Por isso, minhas considerações finais para o artigo são muito boas: a ISO 9001 deu mais um salto em Qualidade! Já minhas considerações iniciais para os próximos anos são esperançosas. Afinal, mesmo que sutis, as mudanças têm muito potencial de melhorar o setor, as empresas e os SGQs em geral.

Enfim, se a versão 2015 foi um marco importante para a estratégia, o contexto e a gestão como um todo; a versão 2026 é um lembrete de que Qualidade de verdade é Clareza e Melhoria Contínua! Então, quem sabe, esse não seja o começo do fim do SGQ FAKE! Oremos! 🙌🏻

Como o Software 8Quali pode ajudar na transição para ISO 9001:2026?

Como vimos ao longo deste artigo, a ISO 9001:2026 não veio para reinventar a Gestão da Qualidade, mas para aprimorá-la! E, embora boa parte das mudanças seja relativamente simples de implementar, isso não significa que devemos deixar tudo para a última hora ou tratar a adequação como mera atualização de documentos.

É justamente nesse processo que a tecnologia pode ser uma grande aliada! Afinal, contar com ferramentas que facilitem o acompanhamento dos processos, a gestão dos requisitos e o controle das informações torna nosso trabalho muito mais organizado e eficiente.

Pensando nisso, a equipe da 8Quali já está trabalhando para adaptar e aprimorar seu software, considerando as mudanças da nova edição. Assim, se você já é cliente, pode ficar tranquilo: vamos ajudar sua empresa nessa jornada de adequação!

Agora, se você ainda não conhece o 8Quali, fica aqui o convite: clique no botão abaixo e bora marcar uma conversa! Vamos descobrir juntos não apenas como facilitar a adequação do seu Sistema de Gestão da Qualidade à ISO 9001:2026, mas também como transformar seu SGQ em uma verdadeira ferramenta de gestão, capaz de impulsionar resultados e promover melhorias contínuas na sua empresa.

Afinal, adequar-se à nova versão é importante, mas fazer a Qualidade acontecer de verdade é ainda melhor!

CONVERSE COM UM ESPECIALISTA

Perguntas frequentes sobre a ISO 9001:2026 (FAQ)

O que é a ISO 9001:2026?

A ISO 9001:2026 é a sexta edição da norma internacional que estabelece requisitos para implementar, manter e melhorar continuamente um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Seu objetivo é ajudar as organizações a aprimorar seus processos, aumentar a satisfação dos clientes e alcançar melhores resultados.

Quais são as principais mudanças da ISO 9001:2026 em relação à versão anterior?

As principais mudanças envolvem: a separação entre a gestão de riscos e oportunidades; o aprimoramento do requisito de Gestão de Mudanças; o reforço da Cultura da Qualidade; a inclusão formal do Comportamento Ético; o alinhamento da Política da Qualidade à estratégia organizacional e a ampliação do Anexo A.

Qual é a diferença entre a ISO 9001:2015 e a ISO 9001:2026?

A ISO 9001:2026 mantém a estrutura geral da edição de 2015, mas apresenta melhorias e esclarecimentos em diversos requisitos. Entre as diferenças mais relevantes estão a separação das ações para abordar riscos e oportunidades, as novas orientações para Gestão de Mudanças e o reforço da Cultura da Qualidade e do Comportamento Ético.

A ISO 9001:2026 tornou obrigatória a separação entre riscos e oportunidades?

Sim. A nova edição apresenta requisitos específicos para cada aspecto: o 6.1.2, destinado às ações para abordar riscos, e o 6.1.3, voltado às ações para abordar oportunidades. A mudança busca proporcionar análises mais direcionadas, evitando que as organizações concentrem seus esforços apenas na prevenção de problemas.

O que mudou na Gestão de Mudanças da ISO 9001:2026?

O requisito 6.3 recebeu orientações adicionais sobre a comunicação das mudanças, o monitoramento e a avaliação de sua eficácia e a análise crítica dos resultados. Também passou a destacar o impacto potencial das mudanças sobre a integridade do Sistema de Gestão da Qualidade.

O que é Cultura da Qualidade na ISO 9001:2026?

A Cultura da Qualidade está relacionada à incorporação dos princípios e práticas da Qualidade no comportamento e nas atividades cotidianas da organização. Na edição de 2026, sua promoção passa a ser mencionada formalmente entre as responsabilidades da Alta Direção, reforçando a importância de integrar a Qualidade à cultura organizacional.

O que significa Comportamento Ético na ISO 9001:2026?

O Comportamento Ético é um dos aspectos formalizados na nova edição da norma. Sua inclusão reforça a importância de condutas coerentes com os princípios e compromissos da organização, aproximando as práticas cotidianas dos valores e das diretrizes do Sistema de Gestão da Qualidade.

A ISO 9001:2026 mudou a estrutura dos requisitos?

Não houve uma mudança estrutural significativa. A norma continua organizada em dez seções, seguindo a Estrutura Harmonizada (HS) das normas ISO de Sistemas de Gestão. As alterações estão concentradas em requisitos específicos e em orientações adicionais para sua interpretação e aplicação.

O que mudou no Anexo A da ISO 9001:2026?

O Anexo A foi ampliado e passou a apresentar explicações e exemplos adicionais para facilitar a compreensão e a aplicação dos requisitos. Ele funciona como material de orientação, não introduzindo novos requisitos obrigatórios para as organizações.

A ISO 9001:2026 exige mudanças nos documentos do SGQ?

Não necessariamente. Embora algumas organizações precisem atualizar documentos e controles para refletir os requisitos revisados, muitas mudanças podem ser incorporadas aos processos e práticas já existentes. O mais importante é avaliar o SGQ atual e identificar eventuais necessidades de adequação.

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