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Entendendo o programa 8S (a evolução do 5S japonês!)

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Cultura e Engajamento, Ferramentas da Qualidade, Sem categoria

Entendendo o programa 8S (a evolução do 5S japonês!)

Tudo que é bom pode melhorar ainda mais, e o Programa 8S é a prova disso! Afinal, alguém tem dúvidas de que o 5S é uma das melhores metodologias já criadas? Ele ajuda a melhorar empresas, reduzir desperdícios e até mesmo prevenir acidentes! Por si só, ele já é uma metodologia completa e extremamente útil! Mas por que não ir um pouco além?

O Programa 8S é literalmente uma evolução do 5S japonês, com acréscimo de novos sensos e tudo mais! Ele foi criado para fortalecer não apenas a organização física do ambiente de trabalho, mas também comportamentos, atitudes e valores. Tornando-se, inclusive, uma poderosa ferramenta de engajamento!

Isso porque, enquanto o 5S foca muito no “chão de fábrica” e na organização visível, o 8S amplia o alcance do método. Ele é mais abrangente, reforçando a cultura e ampliando ainda mais a importância da disciplina e segurança! Por isso, hoje vamos nos aprofundar um pouco nessa poderosa ferramenta de mudança cultural contínua! Então, vem comigo!

Os cinco sensos originais do 5S japonês (antes do Programa 8S)

O Programa 8S acrescenta 3 novos sensos à consagrada metodologia japonesa. Então, antes de falarmos dos novos sensos, que tal relembrarmos os 5 originais:

  1. Seiri – Senso de Utilização: devemos separar o que é necessário do que não é, deixando apenas o que realmente é usado e agrega valor ao trabalho;
  2. Seiton – Senso de Organização: depois, devemos organizar o que ficou, deixando “cada coisa no seu lugar” de forma lógica e fácil de encontrar na hora da execução;
  3. Seiso – Senso de Limpeza: precisamos limpar o ambiente e mantê-lo limpo, pois a limpeza também serve para melhorar a produtividade e identificar problemas;
  4. Seiketsu – Senso de Padronização: com tudo separado, organizado e limpo, devemos criar padrões para manter os três primeiros sensos em dia. Assim garantimos constância e evitamos a volta da bagunça (generalizada ou em partes);
  5. Shitsuke – Senso de Disciplina: precisamos, é claro, manter o hábito e o comprometimento com o 5S. E isso significa fazer o certo todos os dias, mesmo sem supervisão!

Não irei me aprofundar nos cinco sensos originais, pois temos um SUPER ARTIGO COMPLETO DE 5S sobre esse assunto. Lá, eu falei sobre a criação da ferramenta, sobre cada senso e trouxe MUITO mais informações. Eu literalmente destrinchei o 5S! 😅

Então, se quiser aprender o 5S original, vale a pena clicar aqui para ler! Temos até um vídeo no YouTube explicando tudo! Já vou deixá-lo aqui embaixo, assim você pode assistir para relembrar mais rapidamente, se liga:

Agora sim, vejamos os 3 novos sensos da evolução do 5S! 

Shikari Yaro – Senso de Determinação e Comprometimento

Sendo um dos novos sensos do Programa 8S, o Shikari Yaro tem similaridade com o Shitsuke, mas focado em criar um senso coletivo e maior engajamento das equipes. Ele determina que devemos pensar no todo e, assim, reforçar nossos comportamentos tanto por nós mesmos quanto pela equipe.

Aqui, as lideranças desempenham papel ainda mais fundamental, uma vez que sem um comprometimento verdadeiro e ativo da liderança, esse senso não se sustenta. O que, obviamente, faz com que todo o Programa 8S venha a ruir.

Além disso, muitos profissionais acreditam que esse é o S que sustenta o 8S no longo prazo. Ele ajuda a reforçar a cultura da empresa, incentivando a manutenção do programa apesar das dificuldades. Para isso, devemos combater comportamentos contrários, evitando frases como: “Depois a gente arruma isso”, “Mas sempre foi assim, gente” ou “Agora não dá tempo não”.

Em resumo, podemos dizer que quanto mais estivermos unidos em torno e em prol do Programa 8S, maiores as chances de sucesso e melhores nossos resultados!

Shido – Senso de Educação e Treinamento

Particularmente, eu acho que o Shido é o acréscimo mais significativo do Programa 8S! Ele institui que devemos ensinar, orientar e desenvolver pessoas continuamente. Ou seja, não bastam as capacitações iniciais, devemos sempre reforçar e retreinar as pessoas. E isso, para mim, é fundamental em qualquer coisa que queiramos manter em nossas empresas.

Assim, devemos constantemente reforçar:

  1. por que estamos implementando o programa;
  2. como podemos mantê-lo e melhorá-lo;
  3. quais os impactos positivos do 8S no nosso dia a dia.

Ou seja, não basta cobrar comportamento se a organização não ensina as pessoas e as conscientiza constantemente. Algo que, infelizmente, é bastante comum. Da mesma forma, aqui, a liderança tem forte papel, ela deve ser não só uma fonte educadora, como também exemplo!

Ao seguirmos o Shido, conseguimos fazer do Programa 8S algo recorrente, simples e conectado à rotina. Isso, de certa forma, estava implícito no 5S original, mas agora é um princípio ativo, formal e reconhecido pela empresa, o que impacta diretamente nas ações das pessoas. Eu realmente gostei desse novo senso!

Portanto, em resumo, podemos dizer que educação e conscientização são a chave! Seja para o Programa 8S ou para tudo na vida! 😉

Setsuyaku – Senso de Economia e Combate ao Desperdício

O último senso acrescido ao Programa 8S é o Setsuyaku e, de certa forma, podemos dizer que ele é um aperfeiçoamento do Seiri. Digo isso porque ele melhora o fator utilização, nos convidando a utilizar nossos recursos com maior consciência e responsabilidade.

No Setsuyaku, as “palavras de ordem” são economia e combate ao desperdício. Enquanto no Seiri nos preocupávamos apenas em descartar o que não era usado, aqui precisamos utilizar os recursos de forma a reduzir desperdícios.

E é interessante perceber que esse senso vai muito além de reduzir custos. Trata-se de uma filosofia geral, uma mentalidade enxuta que busca o caminho mais eficiente em tudo que fizermos. Assim, buscamos o uso racional de materiais, energia, tempo, talentos e até mesmo de informação. 

Em essência, o Setsuyaku conversa diretamente com outros temas, como sustentabilidade, eficiência e ESG. E em resumo, podemos dizer que esse senso nos incentiva a fazer mais com menos!

Programa 8S: inovação ou modismo?

Em terras tupiniquins, o Programa 8S começou a ganhar popularidade em meados dos anos 2000. Entretanto, seja no Brasil ou no mundo, ele nunca superou sua “versão original”. Muitos profissionais mal o conhecem, outros acreditam que ele é apenas fruto da má aplicação da filosofia 5S original.

Então, a gente se pergunta: “E agora, José?” 😅

Para “responder”, acho que uma reflexão vale mais que qualquer coisa. Ao ler cada um dos novos sensos (Shikari Yaro, Shido e Setsuyaku), é impossível negar que tudo que eles pregam é importante! Afinal:

  1. Sem comprometimento nada vinga;
  2. Sem treinamento ninguém sabe o que fazer;
  3. Sem redução de desperdício acabamos gastando cada vez mais!

Certo, até aqui tudo bem, não creio que haja divergências. Entretanto, o que já vi por aí são profissionais dizendo que todos esses novos sensos já estão presentes (como que subentendidos ou embutidos) no 5S. Assim, são “desnecessários”. Sabe, de certa forma, estão mesmo.

Entretanto, sinceramente, minha humilde opinião é: pouco importa! Imagine que uma empresa hipotética adota o 5S, mas questiona:

Dave, devemos implementar os 3 novos sensos?”. 

A resposta é muito simples: se a empresa já é comprometida, já treina constantemente as pessoas e tem apresentado redução de desperdício, não é necessário. Afinal, os 3 novos sensos, realmente, já estão “dentro do 5S”.

Agora, se essa empresa tem dificuldades para manter o programa, se ela treinou as pessoas uma vez durante a implementação e nunca mais (e olhe lá), e se o desperdício só cresce! Bom, já deveria ter implementado há tempos! Concorda? 😉

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